quarta-feira, 26 de março de 2014

Resenha The Raven Boys



Resenha: The Raven Boy’s

Editora no brasil: Verus
Sinopse
Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos, Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los - até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela.
Seu nome Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca.
Gansey tem tudo - dinheiro, boa aparência, amigos leais -, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco.




Resenha:
Atenção, esta resenha possui spoilers sobre o enredo do livro! 
Li a versão inglesa, então não vou comentar sobre a editoração do livro, já que não posso falar de algo que não vi.
O livro me ganhou na sinopse, quero dizer, a garota que não vê espíritos vê um, e o motivo para ver um espírito é que ou ele é seu verdadeiro amor ou você irá mata-lo. O detalhe é que, no caso da Blue, ambas as premissas são verdadeiras. O motivo? Simples, desde que nasceu, todas as clarividentes de sua família dizem que se Blue beijar seu verdadeiro amor, ela irá mata-lo.  O que a fez evitar todos os garotos em sua vida.
Logo em seguida, temos Gansey, o garoto extremamente rico que ofende os outros sem saber porque, com um gravação de si mesmo conversando com Blue, porém, apenas sua voz, e ele NÃO estava falando nada. O que só o instiga mais em sua busca por Glendower, um rei que ele acredita ter sido enterrado nos arredores da cidade, e que supostamente concedera um desejo a quem acorda-lo. E Gansey quer esse desejo, logo, ele e seus amigos vão atrás da pessoa que estava falando com ele, e quem melhor que a clarividente local para ajudar nessa busca?
Novamente, com Blue, temos um breve encontro entre elas e os garotos, porém ela não reconhece Gansey no momento, e o apelida de Senhor presidente do telefone (ou seja lá uma tradução melhor para isso), e o acha um nojo.
No decorrer da trama, nota-se a aproximação entre Gansey e Blue, um comentário engraçado dela é quando ela diz: “É bom que Gansey seja meu amor verdadeiro, pois não vou matar ninguém!”, achei cômico, mas entendi a ideia dela, se ele for o amor dela, ela não irá beija-lo, e assim não causara sua morte. Porém, vemos também o lado dos outros meninos, e como ela se relaciona com eles e vice versa. Veja bem, não há nada romântico rolando entre Gansey e Blue durante o livro além de visões de um futuro possível, a relação deles é puramente de amizade. Em determinado momento Blue esta a sós com Gansey, eles estão procurando algum indicio da ley line (linhas magnéticas espalhadas pelo mundo), ele conta sua experiência de quase morte quando foi picado por várias abelhas, ele comenta que tinha certeza da sua morte, porém uma voz lhe disse que como uma pessoa que não deveria morrer esta morrendo na ley line, ele iria sobreviver.
A reviravolta no final do livro, de que Noah na verdade é a pessoa que morreu na ley line e portanto o Gansey sobreviveu me deixou bem espantada, era algo realmente inesperado. E o melhor, as visões do possível relacionamento entre Gansey e Blue não acontecem, pelo menos não nesse livro, assim como a morte dele, que também não ocorre. No final do livro você fica sem saber para onde ir, há tantos mistérios a ser explicados, e pouquíssimos são resolvidos no livro. 
Resumindo, a história é boa, envolvente, e diferente dos livros sobrenaturais que normalmente lemos, não há lobos, não há vampiros, aqui temos pessoas comuns ou nem tanto realizando feitos nada extraordinários, porém muito interessantes.

Espero ansiosamente o segundo volume, que irei adquirir em português.

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