Editora no brasil: Verus
Sinopse
Todo ano, na véspera do Dia de
São Marcos, Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada
para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue
vê-los - até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente
com ela.
Seu nome Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia
Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar
longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem
significar encrenca.Gansey tem tudo - dinheiro, boa aparência, amigos leais -, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco.
Resenha:
Atenção, esta resenha possui spoilers sobre o enredo do
livro!
Li a versão inglesa, então não vou comentar sobre a editoração do livro,
já que não posso falar de algo que não vi.
O livro me ganhou na sinopse, quero dizer, a garota que não vê
espíritos vê um, e o motivo para ver um espírito é que ou ele é seu verdadeiro
amor ou você irá mata-lo. O detalhe é que, no caso da Blue, ambas as premissas
são verdadeiras. O motivo? Simples, desde que nasceu, todas as clarividentes de
sua família dizem que se Blue beijar seu verdadeiro amor, ela irá mata-lo. O que a fez evitar todos os garotos em sua
vida.
Logo em seguida, temos Gansey, o garoto extremamente rico
que ofende os outros sem saber porque, com um gravação de si mesmo conversando
com Blue, porém, apenas sua voz, e ele NÃO estava falando nada. O que só o
instiga mais em sua busca por Glendower, um rei que ele acredita ter sido
enterrado nos arredores da cidade, e que supostamente concedera um desejo a
quem acorda-lo. E Gansey quer esse desejo, logo, ele e seus amigos vão atrás da
pessoa que estava falando com ele, e quem melhor que a clarividente local para
ajudar nessa busca?
Novamente, com Blue, temos um breve encontro entre elas e os
garotos, porém ela não reconhece Gansey no momento, e o apelida de Senhor
presidente do telefone (ou seja lá uma tradução melhor para isso), e o acha um
nojo.
No decorrer da trama, nota-se a aproximação entre Gansey e
Blue, um comentário engraçado dela é quando ela diz: “É bom que Gansey seja meu
amor verdadeiro, pois não vou matar ninguém!”, achei cômico, mas entendi a ideia
dela, se ele for o amor dela, ela não irá beija-lo, e assim não causara sua
morte. Porém, vemos também o lado dos outros meninos, e como ela se relaciona
com eles e vice versa. Veja bem, não há nada romântico rolando entre Gansey e
Blue durante o livro além de visões de um futuro possível, a relação deles é
puramente de amizade. Em determinado momento Blue esta a sós com Gansey, eles
estão procurando algum indicio da ley
line (linhas magnéticas espalhadas pelo mundo), ele conta sua experiência
de quase morte quando foi picado por várias abelhas, ele comenta que tinha
certeza da sua morte, porém uma voz lhe disse que como uma pessoa que não
deveria morrer esta morrendo na ley line,
ele iria sobreviver.
A reviravolta no final do livro, de que Noah na verdade é a
pessoa que morreu na ley line e
portanto o Gansey sobreviveu me deixou bem espantada, era algo realmente
inesperado. E o melhor, as visões do possível relacionamento entre Gansey e
Blue não acontecem, pelo menos não nesse livro, assim como a morte dele, que
também não ocorre. No final do livro você fica sem saber para onde ir, há
tantos mistérios a ser explicados, e pouquíssimos são resolvidos no livro.
Resumindo, a história é boa, envolvente, e diferente dos livros sobrenaturais que normalmente lemos, não há lobos, não há vampiros, aqui temos pessoas comuns ou nem tanto realizando feitos nada extraordinários, porém muito interessantes.
Espero ansiosamente o segundo volume, que irei adquirir em português.

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