terça-feira, 1 de abril de 2014
Resenha Duelo ao Luar
Resenha: Duelo ao Luar - Nightshade - Livro 3
Editora: Record
Autor: Andrea Cremer
Sinopse: Calla finalmente conseguiu salvar Ren e convencê-lo a se unir aos Inquisidores. Mas, depois que ele se juntou à matilha, as coisas ficam estranhas entre ela e Shay, o novo progênito. Tanto Ren quanto Shay vão disputar entre si pelo amor de Calla, colocando-a em uma situação bem difícil. E para piorar, agora que os poderes de Shay estão se desenvolvendo, ela sente uma distância crescente entre eles. Dividida entre dois amores intensos, Calla nunca esteve tão confusa. Mas antes que possa fazer sua escolha, ela tem outras prioridades que precisam ser atendidas. Como a iminente guerra contra os Defensores. A única chance da matiha Nightshade sair vitoriosa é encontrando as diversas espadas da Cruz Elementar, e para isso, a ajuda de Shay é imprescindível. Mas será que Calla conseguirá liderar em meio a tantas desavenças? E qual dos dois pretendentes ela vai escolher?
Contém spoilers!
Primeiro, gostaria de falar da editoração do livro. Não é péssima, mas tem tantos erros gramaticais que perdi o foco da leitura varias vezes pois ou a palavra estava errada, ou a ordem da frase estava incorreta, ou era uma repetição de palavras, enfim, tava bem ruim, Editora Record por favor, deem uma olhada caso va ter um segundo edição, pois há muitas melhorias a serem feitas, muitas mesmos.
Isso, felizmente não me desanimou a terminar de ler, pois devo admitir que queria muito saber o fim que Calla ia tomar, se ela ia morrer, esperava algo purpurinado, com todos formando um casal perfeito, alguém grávido, e um casamento, bem a La novela da globo mesmo. No primeiro livro vemos a dificuldade de Calla a descobrir que tudo aquilo que ela seguia religiosamente era uma mentira, que ela foi criada para proteger os “caras maus”, e que seu destino dependia de uma escolha, fugir com Shay e ser livre para escolher o que fazer, ou ficar com Ren, matar Shay, e viver a vida que lhe foi prometida.
Obvio que ela escolhe ir com Shay, abandona sua matilha e foge para a academia, para viver com seus inimigos de longa data. Que na realidade não eram os inimigos mas sim os caras bons! De um nó na cabeça? É, essa é a sensação que o primeiro livro nos passa. No segundo podemos acompanhar Calla descobrindo o novo mundo que encontrou, um mundo mais livre que o anterior, mas ainda cheio de regras, medos, e lutas, muitas lutas. Nesse momento a única preocupação dela é sua matilha deixada para trás, logo ela resolve resgata-los, o que acaba revelando algumas traições de seus ex-companheiros. No final desse livro temos o gosto da derrota, pois realmente praticamente NADA sai como o esperado, nem o resgate, e muitos amigos morrem.
Agora, o terceiro livro. Logo de inicio Calla volta para a cidade em busca de seu “antigo futuro parceiro alfa” Ren. Ao encontra-lo, ela consegue persuadi-lo a se juntar a equipe, e leva ele a Academia dos inquisidores. Na academia, a tensão aumenta, pois o alfa Ren e o novo alfa Shay começam a brigar por Calla, que acha por bem dizer a eles que iria liderar sozinha, e que eles podiam segui-la. Ambos concordam, mas só se ela decidir com qual irá ficar. No decorrer da história o grupo principal vai atrás dos outros pedaços da cruz elementar, arma que irá destruir a fenda, matar Bosque Mar e trazer o equilíbrio de volta ao mundo, apenas Shay pode usar a arma, portanto, ao ir atrás das partes, o grupo se foca em defende-lo ao maximo, ignorando sua própria segurança. Essa parte, admito, é um pouco corrida e maçante ao mesmo tempo, o que é bem comum, já que o narrador da história é a Calla, que não é a protagonista dessas partes. Mais mortes, mais tristeza, e enfim, a batalha final chega. E mais uma vez somos arrancados da batalha, pois devemos seguir Calla, que não sai do lado de Shay para defende-lo. Enquanto os inquisidores morrem lutando contra os lobos que não se juntaram a eles, o nosso grupo vai se fininho para a casa fechar a fenda, o pai de Calla surge nesse momento, pois quer ajuda-los, acreditando que dentro da casa há mais perigos do que do lado de fora. A história fica chata quando os lobos, que são o nosso foco, nada podem fazer conta os inimigos, já que o simples toque deles iria mata-los, então apenas assistimos a luta sem nada fazer, impotência, é a sensação. E então Ren morre, morto pelo ex alfa, Emile... Sério, fiquei muito triste, preferia um final novela da globo onde Ren encontraria uma parceira e seria feliz, mas não, ele tinha de morrer, até faz sentido, mas ainda me sinto triste quanto a isso. A batalha final se desenrola enquanto vivemos apenas os olhos do espectador, o monstro que Bosque se torna após ter sua carcaça humana retirada é difícil de entender, pode ser algo tanto da tradução quanto da própria autora, o que eu entendi é que ele era gosmento, e tinha 6 braços. Shay o derrota e o joga para dentro da fenda, então todas as criaturas que ele invocou são igualmente sugadas para lá, e os defensores agora são impotentes, pois são tem mais de onde tirar seu poder. Então, mais uma revelação, ao selar a fenda, os guardiões irão retornar a sua verdadeira forma, no caso, Calla e todos os lobos voltam a ser lobos. Obvio que ao selar Shay virá lobo também e a matilha vai viver feliz longe dos humanos e fim. O final me surpreendeu, foi muito bem bolado, e é realmente um encerramento para a história, sem os defensores e seus poderes, não há mais como se criar algo dentro desse universo, envolvendo os guardiões pelo menos. Recomendo para aqueles que gostam de histórias de amor, com um pitada (bem pequena) de ação, e muita aventura, porém mais focada no amor mesmo.
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